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O poder da empatia na gestão de pessoas

Nos últimos tempos o termo empatia parece ter ganhado maior força entre as pessoas. Talvez pelos movimentos sociais e de ativismo cada vez mais presentes ou até mesmo pela evolução necessária dos anos. Mas, mesmo com tantas explicações, ainda há espaço para discutir esse termo, principalmente no ambiente corporativo.

A pratica da empatia na gestão de pessoas é tão essencial para o negócio, que algumas empresas têm treinamentos específicos para desenvolvimento dessa competência – sim é uma competência. Conheça um pouco sobre a importância de ser um líder empático e quais impactos isso pode trazer para a sua gestão.

O que é empatia?

O conceito de empatia vai muito além de se importar com a outra pessoa. Pois isso não é suficiente dentro de um relacionamento, embora seja necessário. Podemos dizer que o que melhor define o termo é a capacidade de se colocar no lugar da outra pessoa e absorver, para si, as suas dúvidas, lutas e sentimentos.

E se colocar no lugar do outro não é fácil, embora muitos pensem assim. Para que isso fique claro, vamos ilustrar por meio de uma história fictícia, para que você entenda como deve ser uma atitude de empatia:

Nem tudo é drama 

Andreia é presidente de uma empresa que tem crescido a todo vapor, porém tem uma visão bastante conservadora. Ela tem buscado, clinicamente, os seus colaboradores, para formar uma equipe enxuta, porém produtiva e motivada. Para tanto, procura formas criativas de trabalhar o engajamento dos funcionários com a empresa.

Andréia, em um das confraternizações internas, falou um pouco sobre algumas críticas que a empresa havia recebido por trabalhar campanhas com teor possivelmente racista. Em seu discurso ela disse não se importar com as reclamações dos clientes, uma vez que o número de rejeição era pequeno e irrelevante, e que as pessoas que se chatearam estavam fazendo drama demais.

No entanto, em sua equipe, a gestora têm um funcionário negro e que se sentiu ofendido pelas palavras e, incomodado, falou um pouco sobre os desafios que enfrentava por ser negro e como era necessário o apoio das empresas para que essas dificuldades sejam minimizadas.

Como uma gestora, tendo alguém como exemplo na equipe, pode prosseguir com um discurso desse? Por mais que ela se importasse com o funcionário, ela não se colocou no lugar dele ouvindo as suas palavras. A empatia atua de maneira contrária ao exemplo, pois se ela tivesse se imaginado como o colaborador, teria uma visão mais sadia.

Empatia é mais do que interesse por alguém

Não adianta se envolver com outra pessoa e valorizá-la para ser empático. É necessário se colocar no lugar e compartilhar os mesmos sentimentos, para entender de fato como o outro gosta de ser tratado, como ele precisa ser desenvolvido, o que é realmente importante para ele.

Demonstrar interesse por alguém da equipe não faz de um gestor um bom líder. Ele pode ser, no máximo, um líder carismático e preocupado. Mas conhecer e partilhar das necessidades, dos sonhos e dos projetos, se vendo como o liderado são atitudes que constroem uma liderança capaz de impor respeito sem levantar a voz ou ameaçar.

A importância da empatia na gestão de pessoas

A empatia não se restringe ao ambiente corporativo, afinal é algum essencial ao ser humano em geral e enquanto trabalhamos com pessoas devemos entender que elas continuam suas vidas após bater o cartão. Porém colocar em prática essa competência pode trazer resultados para um líder que por outros meios talvez fossem bem difíceis.

O que vale destacar é que quem está em um posto maior se coloca em uma posição de cabeça. E é a ele que serão direcionadas todas as cobranças de resultados e de engajamento com os objetivos da empresa. E se essa pessoa fizer gestão de uma equipe que negue envolvimento, dificilmente ele conseguirá fazer as entregas.

Veja o que uma atitude de empatia pode gerar de positivo para você:

Constrói a imagem de um bom líder

Talvez uma das maiores conquistas que um gestor deseja é de ser um bom líder, reconhecido pela sua equipe e pela empresa em que trabalha. Essa imagem entrega satisfação pessoal muitas vezes maior que a profissional. A figura de um bom líder fica marcada na mente das pessoas e saber que deixou um bom legado traz prazer para vida toda.

Mas ser um bom líder exige, em primeiro lugar, paixão por liderar, interesse por pessoas e, sim, muita empatia. Essa relação precisa ser próxima o suficiente para que o profissional absorva o conhecimento sobre os que estão sob a sua responsabilidade, podendo assim criar um vínculo de confiança e respeito.

Se o gestor pratica a empatia junto aos seus subordinados, olhando para cada um como alguém que tem suas próprias expectativas, sonhos e seu jeito único de ser motivado e desenvolvido, as chances de marcar a vida desse colaborador são muito maiores. Assim se constrói um grande líder.

fortalece a autoridade

Por mais humano que o cabeça da equipe seja, muitas vezes ele precisará agir com pulso firme, dando ordens que não deverão ser questionadas e sim cumpridas. Faz parte da rotina de uma empresa e quem participa das decisões estratégicas muitas vezes não pode abrir detalhes da ordem dada.

Essa autoridade pode ser exercida de diversas maneiras. Alguns a impõe, por meio de rispidez e autoritarismo, promovendo um clima de tensão entre as pessoas. Os bons não precisam fazer isso, pois os liderados conseguem ver verdades em suas orientações, mesmo que muitas vezes discorde delas.

Essa autoridade se assemelha ao nosso cotidiano. Quando alguém precisa admoestar-nos ou chamar a atenção para algo o que fizemos, reagimos de maneiras diferentes, a depender de quem é essa pessoa. Se for alguém que amamos e respeitamos, entendemos que essa pessoa nos conhece o suficiente para saber o que é bom e merece ser ouvida e respeitada. Assim também é a visão que os funcionários têm do bom líder.

Inspira

Nós somos serem influenciáveis, em diversos aspectos. Levamos em consideração a opinião das pessoas próximas de nós e, muitas vezes, repetimos seus atos sem questionar.

Alguém que tem uma relação de empatia e respeito com o seu time se coloca na posição de um influenciador e inspirador para essas pessoas. Se há envolvimento empático entre lider e liderado a tendência é que essa pessoa veja o seu superior como alguém digno de ser imitado. Quem busca ser um líder de valor precisa ter essa ambição: ensinar e inspirar.

Note que são valores que transcendem o profissional e é exatamente o necessário alcançar. São atitudes carregadas de propósitos e, por assim ser, são mais intensas e motivadoras. Agindo como um inspirador será bem mais comuns receber reconhecimento e agradecimento dos subordinados. 

Gera resultados positivos

Há um grande problema dentro das empresas chamado individualismo. Nos dias atuais, diante do clamor pela valorização da diversidade, fechar-se para novas opiniões é como colocar obstáculos no próprio caminho do sucesso. Essa postura é inadequada para qualquer funcionário, mas para um gestor ela tem um agravo ainda maior.

Entender e valorizar outros pontos de vistas, colocandose no lugar de quem quer contribuir acelera a pulverização de ideias e gera um ambiente favorável para o crescimento e bons resultados.

Ouvir é um exercício muitas vezes desafiador, se colocar no lugar do outro mais ainda. Mas é especialmente necessário valorizar o desejo de todos em contribuir para os objetivos do negócio.

Mas é muito importante frisar que ouvir opiniões diferentes e valorizar a participação não é o mesmo que aceitá-las. Cabe ao gestor filtrar o que é relevante e saber dar o feedback sobre isso. É respeitoso e frutificante.

O papel da empatia na liderança

Além dos inúmeros benefícios dentro das corporações, uma atitude empática é capaz de reconstruir pessoas, processos, relacionamentos e até remodelar culturas quando ela começa a ser praticada por alguém da liderança.

A empatia caminha na mesma direção do sucesso, como já falamos aqui, e exerce um papel de equilíbrio e respeito que as empresas tanto precisam. Quando falamos dos líderes especificamente, há uma cobrança maior quanto a isso, pois em suma eles são os que devem dar maior exemplo.

Vamos abordar um pouco alguns papeis da empatia na liderança das empresas, que visam o crescimento. O lider exerce papel fundamental na conquista dos pontos que abordaremos a seguir. 

Reduzir preconceitos, bullying, racismos e intolerâncias

Não há espaço algum para ódio no mundo, mas infelizmente ele existe. Dentro das empresas isso deve ser olhado com a maior seriedade possível, pois quaisquer atos de preconceito ou intolerância, seja qual for a sua categoria, pode desencadear problemas seríssimos.

E essas atitudes negativas podem ser dirimidas quando o clima de empatia é predominante. Quando a liderança assume as causas das pessoas discriminadas o poder de transformação se intensifica. E mesmo que o respeito venha por receio, é importante que ele venha.

Mas se o líder não se importa com isso, a ramificação do problema se alastra e toma proporções destruidoras.

Desenvolver pessoas de maneira correta

Cada um tem um jeito, tem uma paixão, tem um tempo e carrega experiências que o difere dos demais. E isso deve ser respeitado pela liderança na fase de desenvolvimento da carreira dos liderados. Colocar todo mundo no mesmo barco e determinar o destino e velocidade padrão não traz bons frutos a todos.

É preciso entender a personalidade de cada pessoa e como suas competências devem ser exploradas e melhoradas. E essa compreensão vem por meio da empatia, do olhar individual e dirigido. Quando o líder entende e cativa, ele perde o medo de dar feedback negativos quando for preciso, por exemplo.

Sabemos que esse processo não é tão fácil para quem lida com uma equipe grande que precisa ser ágil, mas há meios de fazê-lo quando há interesse. E quer saber, à medida que se pratica a empatia, mais fácil se torna os relacionamentos, pois ela será natural. É claro, quando sua prática vem seguida de interesse real.

Diminuir stress e desgaste emocional

Se livrar completamente do stress talvez não seja uma tarefa tão fácil assim, mas reduzir seus efeitos é algo possível. A empatia entra nesse momento, facilitando as dores de cabeça que surgem ao comandar uma equipe distante da liderança e desalinhadas com os objetivos.

Quando o líder é respeitoso ele desperta isso dos liderados, que passam a assumir suas missões e ajudá-lo, trabalhando com mais afinco e responsabilidade. Esses são bons exemplos de inteligência emocional, essencial para uma gestão de sucesso.

E de outra forma, quando pensamos no outro a tendência é ponderar certos comportamentos que podem provocar maiores estrados, como gritos, ameaças e surtos que geram arrependimento depois.

Praticando a empatia no ambiente de trabalho

Algumas pessoas nascem com uma capacidade maior de se tornarem empática mais do que as outras. Porém, mesmo que você não tenha herdado isso de alguém, com um pouco de prática é fácil desenvolver a competência e colher os seus frutos.

Quando falamos em ambiente de trabalho, precisamos trabalhar a empatia de maneira um pouco diferente, afinal aspectos políticos e normativos devem ser levados em conta. Afinal, por mais interessante que seja o seu colega ou liderado, não dá para manter uma relação de intimidade dentro da empresa.

Separamos algumas dicas importantes para criar um olhar sobre o outro e construir uma imagem de gestor humanizado. Acompanhe.

Ouvir

A principal porta de entrada das informações sobre as demais pessoas é o ouvido. Por isso valorize mais o hábito de ouvir e dar atenção a quem conversa com você. O simples fato de escutar é suficiente para quebrar muitas barreiras e cativar a simpatia de quem você quer conquistar.

Se a pessoa não tem o hábito de falar, faça algumas perguntas simples que ela possa responder sem constrangimentos. Mas vá aos poucos, pois a invasão pode causar um efeito contrário e afastar em vez de aproximar. Evite fazer perguntas de respostas fechadas, para que o clima não fique pesado.

Uma boa dica é pedir opinião. As pessoas valorizam quem se interessa pelos seus pensamentos. Sempre finalize uma pergunta com frases do tipo “o que você acha sobre isso?” ou “qual é a sua opinião sobre essas mudanças na empresa?”. Uma pergunta abre muitas portas para relacionamentos.

Mas tudo deve ser feito com parcimônia para que a conversa não fique pesada para nenhuma das partes. Quando a pessoa começa a falar demais, mas o ouvinte não tem muito tempo, não há problemas em redirecionar o assunto para algo mais objetivo.

Observar

Tão importante quanto ouvir é a observação. E isso é benéfico para várias áreas da vida e produz resultados de larga escala. Nós só percebemos o que está ao nosso redor a partir do momento que olhamos com um olhar crítico sobre as situações.

Questione internamente as atitudes dos subordinados e, a partir disso, você descobrirá mais sobre a suas vidas e rotinas. Repare como eles interagem entre si, como se divertem ou se comportam diante de uma feedback negativo.

Esses pequenos detalhes o ajudarão a tratar os pontos certos das pessoas e você será mais assertivo no relacionamento. Não há nada mais chato que dar atenção para alguém que tenta se aproximar mas o assunto não interessa. Nesse ponto a boa observação ajuda. 

Dar espaço, dar tempo…

É normal acharmos a sua história interessantíssima e digna de um livro best-seller. Mas já parou para pensar que tem muita gente com histórias semelhantes querendo contá-las também? Não é sábio achar que, por mais guerreira que seja, a nossa trajetória é suficientemente interessante para manter um relacionamento vívido.

Dê espaço ao outro, dê tempo ao outro, relaxe mais e conceda a ele o direito de ser mais do que um espectador do seu discurso. Fuja do imperativo, do arbitrarismo e dos demais ismos que só nos atrapalham enquanto seres humanos.

Responda com mais perguntas, treine ficar em silêncio e você será protagonista mais vezes das melhores conversas de alguém. Talvez você até descubra que os momentos em que foi considerado mais interessante é, misteriosamente, os que não disse sequer uma palavra. Aproveite para ler este artigo e entender melhor do que estamos falando.

Reviver as emoções

O conceito central de empatia é de se colocar no lugar do outro, como já dissemos aqui. E para isso é necessário usar a imaginação, pois é ela o caminho para entender cada uma das emoções que aquelas pessoa viveu. Tente imaginar como foi, tente ser você o personagem.

Palavras, por mais detalhadas e emocionantes que sejam, não se assemelham à experiência vivida. Tente se encaixar na pele do seu liderado e entender porque ele é dessa forma. Talvez você cobre dele algo que pareça simples, mas para ele é uma barreira muito grande.

Ser um suporte

Um líder não deve ser aquela pessoa que leva documentos para a diretoria assinar e participa das decisões estratégicas somente. Uma pessoa que exerce funções limitadas como essa não precisa do posto que tem. O desafio de liderança vai além e atinge objetivos que superam o operacional.

Os liderados precisam sentir-se seguros em relação ao seus gestores, para que se sintam mais seguros em evoluírem como profissionais. Se eles estiverem em uma posição de apoio, darão maior espaço para a criatividade, uma vez que o medo da reprovação se vai diante de uma liderança presente.

Seja aquela pessoa com controle emocional claro, que fortalece a turma e facilita um fluxo de trabalho agradável e respeitoso. Não há nada pior do que sentir que o próprio superior não defende o setor. É um pecado, mas isso é muito comum por aí.

A força de uma equipe empática

Um líder que entende e valoriza o seu time, precisar fortalecê-lo internamente também. E nada melhor do que desenvolver a empatia entre os membros da equipe, para que ela ganhe força e destaque nas metas diárias. Não basta ter uma presença forte e ser o único próximo das pessoas.

As mesmas ideias que apresentamos para o crescimento do líder podem ser introduzidas para todos os liderados, a fim de criar um ambiente amigável para todos. Assim, com introrsamento entre si, será mais fácil conduzir os subordinados aos objetivos da empresa e despertar paixão pelos resultados.

E, além do clima interno, é preciso ter essa mesma postura diante dos demais setores da empresa, pois o bom relacionamento entre as áreas é fundamental para que as coisas caminhem sistematicamente, sem nenhum engasgo por falta de parceria.

A empatia ajuda na construção do fit cultural

Dificilmente uma empresa se orgulhará de uma imagem apática. Pelo contrário, as empresas cada vez mais tem se orgulhado em ter um fit cultural humanizado que valorize os seus talentos. Por isso, a empatia é um caminho para fazer com que se instaure um bom ambiente de trabalho e que a missão, visão e valores não seja somente um texto bem escrito.

Uma cultura humana é importante para fortalecer a corporação no mercado e mais importante do que ter colaboradores com essa visão é ter líderes que vestem a camisa e defendem que é possível alcançar bons resultados sem deixar de lado o respeito e cooperação.

Destacar-se por meio de imposição não é algo de se orgulhar. Aliás uma cultura saudável elimina problemas sérios causados pela insatisfação, como ações judiciais e outras oriundas de gestão rígida e insensível.

A empatia na gestão de pessoas é vital para que o líder caminhe bem e tenha controle e prazer em trabalhar com sua equipe. Pode até parecer um processo unilateral, mas é o contrário. Quem se coloca no lugar do outro e aprende a respeitar e valorizar essa pessoa colhe frutos para si.

Cabe ao líder perceber essa necessidade de evolução, pois a falta de empatia é um gap de competência e precisa ser revista, para que nada atrapalhe o crescimento na carreira.

Esperamos que o nosso post tenha lhe ajudado a entender e compreender os benefícios que uma gestão empática traz para si e para a empresa.

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